Muriçocas atormentam moradores de Angicos, Coordenador de Endemias explica situação 


Moradores de todos os bairros de Angicos, cidade localizada na Região Sertão Central Cabugi, reclamam que o problema com as muriçocas começou há aproximadamente um ano e culpam a falta de cuidado com alguns locais, a exemplo de áreas com plantações não cultivadas, esgoto a céu aberto e lixo jogado pela própria população e até mesmo por comerciantes em vias públicas. 

Estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), relatam constantemente nas redes sociais reclamações com as muriçocas. “Eu acho que a causa é o matagal que tem por aqui. Há muita área aberta com muito mato em frente ao condomínio”, diz uma estudante que mora em um dos Kitnets da Rua Vicente Germano, no bairro Alto do Triangulo. 

Segundo outros diversos relatos, os moradores dos mais diversos bairros sofrem com o aumento do número de muriçocas. Com a proliferação, muitos angicanos tem sentido o problema doer no bolso. Na lista, gastos com repelentes por medo de algumas doenças, como a dengue. 

A quantidade de muriçoca não era assim. Mas de um ano para cá, elas chegaram com força”, analisa o redator deste blog. Com muito mato desde a entrada da cidade e se expandindo pelos demais bairros, e, de acordo com o que analisamos, esse deve ser um dos motivos que tem ocasionado o aumento de muriçocas. 

Coordenador de Endemias explica motivo do aumento de muriçocas na cidade 

De acordo com Jacaúna Araújo, coordenador do Setor de Endemias, o aumento de temperatura e também umidade contribuem para que as muriçocas se multipliquem rapidamente. 

Segundo ele, fossas estouradas, esgotos a céu aberto e água parada são também potenciais criadouros do pernilongo. Ele ainda diz que os incômodos são inevitáveis e a população procura fazer de tudo para se livrar de suas picadas e que o uso do carro fumacê somente pode ser solicitado quando há um alto índice de infestação predial classificado como de alerta ou risco, disse. 

Para que possamos jogar o veneno na cidade que atinge diretamente a população, a cidade tem que ter um alto índice de infestação predial e para que o carro fumacê possa vir, a Secretaria Municipal de Saúde teria que ter notificações de sorologias positivas para dengue, chikungunya ou zika vírus”, explicou Jacaúna. 

De acordo com as normas do Ministério da Saúde, a utilização do carro fumacê só é indicada em localidades onde existe alto índice de infestação predial do mosquito Aedes aegypti e transmissão das arboviroses com casos notificados e confirmados.