ARTIGO DE OPINIÃO

Na Região Central, já tivemos diversos nomes femininos que impulsionaram forte liderança na política do Sertão do Cabugi. Desde a liderança de Luiza Alzira Teixeira Soriano - primeira mulher a ser eleita prefeita de um município (Lajes) na América Latina em meados do início do Século XX, muitos foram os nomes femininos que surgiram na política.

A trajetória da mulher na sociedade está cercada por diferentes transformações. Essas transformações geraram resultados no modo de vida feminino, sendo reflexos das construções sociais produzidas ao longo dos tempos. A sociedade, talvez por questões de garantir a própria sobrevivência da espécie humana, agregou à mulher o espaço e o papel de cuidadora no ambiente familiar, essa função social da mulher esteve associada por muito tempo à função materna. 

Na gestão pública talvez exerça um caso peculiar. Os processos de escolha eleitoral, a influência política nas indicações, os problemas de descontinuidades derivados dos processos eleitorais trazem para esse cenário da participação feminina contornos ainda não suficientemente investigados. 

Salienta-se que embora o número de mulheres atuantes na política venha aumentando ao longo dos últimos anos ainda é sub-representado e comparado ao número de homens que exercem cargos políticos, podendo-se afirmar que o cenário político brasileira ainda é marcado por traços de coronelismo masculino. 

Exemplo disso é que há bastante tempo a Câmara Municipal de Fernando Pedroza não tem um nome feminino no quadro de vereadores do município. Por outro lado, em 2016, o povo pedrozense fez história ao eleger a primeira mulher prefeita do município: Sandra Jaqueline Jota Ribeiro, sendo reeleita em 2020.

Após sete anos, cinco meses e sete dias da atual gestão, o município de Fernando Pedroza se transformou e se desenvolveu sob a administração da prefeita Sandra Jaqueline. Desde 2016, Sandra não sabe o que é uma derrota. Elegeu, se reelegeu, fez em 2018 e 2022 dos seus representantes estaduais os mais votados nas eleições gerais.

Neste seu último ano de mandato, ano eleitoral, a prefeita Sandra confirmou o nome do atual vice-prefeito João de Chota como seu candidato para sua sucessão. Homem ético e leal, João mereceu. Mas, a inteligência de Sandra foi mais além, quando poderia ter escolhido um parente para ser a cabeça de chapa ou até mesmo compor como vice. 

Sandra abdicou disso, de ter seu sangue fazendo parte da chapa e colocou dois cidadãos pedrozenses como pré-candjdatos a prefeito e vice-prefeito. Não parou por aí, ela uniu o útil ao agradável. E nesta eleição, estará junta com os ex-prefeitos Gondemário Miranda e José Renato, os ex-vereadores Jackson Souza e Galego da Padaria, esses últimos com o apoio dos primeiros disputaram contra ela a eleição de 2020.

Isso é sabedoria, isso é inteligência, isso é liderança!

Nasceu a partir daí uma nova liderança política não somente em Fernando Pedroza, mas também em toda Região Central potiguar. Bem avaliada, a prefeita Sandra fez uma gestão pautada em grandes obras de infraestrutura, e tem trabalhado com excelência na saúde, no social, na educação, na agricultura, além de controlar as contas públicas com maestria, mantém responsabilidade com o erário público.

Na política, Sandra, bastante inteligente, mostrou ainda mais espírito de liderança e articulação. É importante destacar sua trajetória na política pedrozense. De pulso firme, de posições sérias, Jaqueline vai além de tudo disso. 

Ela sabe chegar, sentar, dialogar e unir. 

Com toda essa bagagem pública-politica, não tenhamos dúvidas de que um dia a atual prefeita Sandra Jaqueline com seu currículo e liderança política invejável, tenha musculatura suficiente para pleitear um cargo político a nível estadual ou federal. Afinal, a Região Central tem hoje uma grande liderança política que vai além do município de Fernando Pedroza.

Anotem o que estou dizendo e me digam lá na frente!

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