Desafios da senadora Fátima Bezerra no Governo


Eleita com 1.022.910 votos neste domingo, 28 de outubro, a professora Fátima Bezerra (PT) deixará em 01 de janeiro de 2019 a confortável cadeira de senadora para a desconfortável giroflex de governadora do Rio Grande do Norte.

No Senado, Fátima teve uma atuação legislativa de oposição ao Governo Temer, defesa dos ex-presidentes Lula e Dilma, liberação de emendas e presença em comissões. No Governo, a realidade é mais árdua.  

Fátima assumirá o Governo do Rio Grande do Norte no momento mais difícil da história do Estado mais violento do Brasil, com maior número de assassinatos e os salários em atraso, tendo o atual Governo não concluído ainda o restante do 13º salário dos servidores estaduais referente ao ano de 2017.

Um outro desafio de Fátima é que ela faz parte do partido que vai exatamente liderar a oposição ao Governo do Presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Encontrar o meio de campo para um bom diálogo permanente com o Governo Federal sabemos que indispensável para um governador, seja de que estado for. E aí entra em pauta a relação que a governadora eleita precisará ter com o bancada federal, onde diante mão, ela já conta com dois senadores, seu suplente Jean-Paul Prates (PT) e a eleita Zenaide Maia (PHS), além dos deputados federais eleitos, Natália Bonavides e Fernando Mineiro, ambos do PT.

Fátima tem tido até aqui uma trajetória política vitoriosa. Se elegeu senadora em 2014 derrotando a ex-governadora Wilma de Faria. Quatro anos depois se elege governadora do RN, semelhante à atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), que em 2006 se elegeu senadora e quatro anos depois, em 2010, foi eleita governadora do RN.

De agora em diante, é Fátima esquecer o radicalismo do PT e governar para todo o RN.

Nós, potiguares, ficamos na torcida para que a governadora eleita faça um bom Governo.

Por Heitor Gregório